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Clemente Ganz
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Qual o futuro do sindicalismo?

Por Clemente Ganz - Diretor técnico do Dieese 03 jul 2018

Multiplicam-se os ataques aos direitos dos trabalhadores e à proteção social e previdenciária, desde que foi implantada no país a reforma trabalhista. A partir de então, o enfraquecimento dos sindicatos tem sido perseguido pelo Estado e pelos empresários. Nem por todos, é verdade, mas de forma muito intensa, com certeza!

O futuro do sindicalismo será decorrente daquilo que acontecerá no mundo do trabalho, da maneira como o sistema produtivo se organizará, da forma como as tecnologias serão usadas, de como a riqueza será distribuída, assim como dependerá das respostas que os trabalhadores darão às inúmeras questões colocadas.

As soluções exigirão o desenho de novos projetos e a elaboração de novas estratégias de construção, trabalho a ser feito por muitas cabeças e mãos.

Para que o futuro se coloque como possibilidade de construção será preciso desgrudar do passado, abrir-se para o novo, imaginar o inédito, tecer redes de cooperação, construir alianças e unidade, colar o que quebrou e cimentar o que trincou.

O futuro do sindicalismo terá como desafio a luta, em um novo e desconhecido contexto. O jogo social continuará o mesmo, de conflito de interesses entre trabalhadores e patrões, mas mudarão o campo, as regras e, cuidado com os juízes.