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Clemente Ganz
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Renda cai e desigualdade aumenta

Por Cristiane Alves | 18 abr 2018

Parece que economia parou de cair no fundo poço, mas a recuperação do país está longe de acontecer. A recessão é profunda e grave e, para piorar, a estratégia do governo está focada em reformas que entregam a economia para o mercado e os interesses internacionais e de multinacionais. São eles quem ditarão as regras.

A economia pode até crescer e o país ficar mais rico, mas a desigualdade, graças a essas escolhas, vão aumentar: os ricos ficarão mais ricos, o número de pobres vai aumentar, com a precarização do trabalho e demais reformas, e a pobreza deve se aprofundar, por causa da contenção das políticas sociais, que vinham ajudando a combater a fome e a miséria, e da redução do Estado como um todo.

Recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com base nos rendimentos das pessoas, referente ao ano passado, já mostra queda da renda e crescimento da desigualdade.

O desemprego continua alto: há cerca de 13 milhões de desocupados e outro número equivalente de pessoas trabalhando aquém do necessário para sustentar o orçamento familiar. Estruturalmente, o desemprego parou de aumentar. Mas isso só aconteceu devido ao crescimento da informalidade e precarização – trabalhadores autônomos, por conta própria e assalariados sem carteira, enquanto foram fechados quase um milhão de postos formais.

Tempos de insegurança e instabilidade, mas é preciso lutar e resistir.