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Jorge Nazareno
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Resistência à reforma trabalhista

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 14 ago 2018

O desemprego no Brasil ficou em 12,4% no segundo trimestre. Ao todo, 13 milhões de trabalhadores estão desempregados. O país perdeu 497 mil vagas com carteira assinada em um ano. Ao mesmo tempo, cresce a informalidade: são 37.060 milhões de pessoas trabalhando de forma precária, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

Faltando três meses para completar um ano, a reforma trabalhista confirma as nossas previsões: as mudanças vieram para facilitar o caminho patronal para a precarização com formas de contratação como a terceirização e o trabalho intermitente, geram rotatividade e um exército de trabalhadores precários. Quem está na informalidade não tem FGTS, 13º salário, Convenção Coletiva, entre outros direitos. Vive na corda bamba.

Em boa parte dos casos, a informalidade é a saída para a situação de penúria em que se encontram os 13 milhões de trabalhadores que, se vendo sem uma fonte de renda, apelam para o trabalho informal. Essa é a “modernidade” gerada pela reforma trabalhista, que prometia gerar empregos.

Não há uma saída fácil para o problema, mas há algumas estratégias fundamentais para nós, trabalhadores: lutar para barrar a entrada da reforma trabalhista no lugar da Convenção Coletiva dos metalúrgicos; não eleger deputados e senadores que votaram a favor da reforma; eleger parlamentares e presidente comprometidos com a rediscussão/ revogação da medida; fortalecer o seu Sindicato, ficando sócio e participando das ações dentro e fora das empresas. A resistência depende do envolvimento e empenho de todos.