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Vote em quem defende os direitos dos trabalhadores

Por Diretoria do Sindmetal - Opinião do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 02 out 2018

O Brasil que queremos pode começar a ser desenhado a partir da decisão das urnas neste domingo, 7, dia de Eleição. A maior parte da mídia joga peso nos candidatos à Presidência da República para divulgar propostas e atitudes durante a disputa. Mas também vamos escolher governador, dois senadores e deputados estadual e federal. É preciso prestar muita atenção.

O massacre sobre os nossos direitos e a Democracia, que vivemos nos últimos quatro anos têm total relação com essa escolha. Os deputados e senadores que encerram seus mandatos agora estão entre os mais conservadores e mais pró-patrões que já tivemos em toda a história da República brasileira. Prova disso é a aprovação da reforma trabalhista, da terceirização de atividades fins, do limite aos gastos com Saúde e Educação – que somente serão corrigidos conforme a inflação – e a tentativa de reforma da Previdência (que pode ser aprovada ainda neste ano, conforme declarações de Temer); sem jamais esquecermos do processo que culminou com a retirada da presidente Dilma Rousseff do poder por um golpe.

Estamos numa Campanha Salarial marcada pela pressão sobre nossa Convenção Coletiva. Pressão para que cláusulas importantes sejam derrubadas para dar lugar ao que é colocado pela reforma trabalhista, a começar pela possibilidade das terceirizações das atividades fins. Ou seja, vivemos na pele as consequências da decisão de um Congresso e um presidente focado nos objetivos patronais.

E esse massacre tende a se intensificar, dependendo do projeto que vencer nas urnas. Por isso, é decisiva a participação de cada um dos companheiros e das companheiras nesta escolha. É comum ouvir nas portas de fábrica as queixas quanto a corrupção na política, a falta de compromisso com o pobre, que agravados pela ameaça constante de desemprego, colaboram para um pessimismo que origina a ideia: “não vou votar, são todos iguais, não adianta nada!”

Muito pelo contrário, precisamos eleger candidatos que tenham compromisso com as nossas pautas, que tenham lado, o lado do trabalhador, que estejam empenhados em desfazer a reforma trabalhista e o teto dos gastos, que tenha propostas concretas para gerar empregos e renda para o trabalhador. Precisamos ir às urnas e fazer a mudança.

Além disso, é preciso identificar os projetos que estejam alinhados com a luta pela igualdade de gêneros, com o enfrentamento do preconceito contra a população LGBT. Há candidatos que nem sequer incluem a palavra “mulher” em seus discursos ou plano de governos e outros que têm posições e histórico que diminuem e até fazem apologia à violência contra as mulheres. Elegê-los significa dar aval a um tipo de conduta e visão que precisamos combater. São contra as mulheres, contra os homens, contra toda uma sociedade.