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Para metalúrgicos, não tem negociação sobre as reformas impostas pelo governo 

Por Auris Sousa | 22 fev 2017

Perversa e injusta. Foi assim que os metalúrgicos das fábricas de Embu das Artes e de Itapecerica da Serra avaliaram as reformas Trabalhista e da Previdência impostas pelo governo Temer, durante o mutirão de assembleia que percorreu nesta quarta-feira, 22, as principais metalúrgicas das cidades. A categoria foi unanime ao deixar claro que não tem negociação sobre as propostas anunciadas. 

O mutirão de assembleias contra as reformas trabalhista e da Previdência chegaram às fábricas de Embu das Artes e Itapecerica da Serra na quarta-feira, 22

“Para os trabalhadores não tem negociação. Para nós é nenhum direito a menos. Nós não queremos a reforma da Previdência da forma que está. Nós não queremos reforma trabalhista da forma que está. Se quer fazer reforma trabalhista, aprova a jornada de 40 horas semanais, sem redução de salários. Amplia a licença maternidade para 180 dias, para podermos alimentar os nossos filhos. É essa a reforma que queremos. É essa que nós defendemos”, ressaltou a diretora do Sindicato Mônica Veloso, em frente a fábrica da Albras. 

O mesmo tom político foi usado nas portas de empresas como Albras, Stahl, SDMO e Dinatecnica. Ao longo dos protestos, a diretoria também contestou a conduta do governo, que não pensou nas peculiaridades de cada categoria, de homens, mulheres e regiões do país. “Nós temos o que apresentar. Nós sabemos o que queremos. Mas da forma que está, nós não vamos negociar. Vamos protestar e buscar os meios legais para barrar isso”, destacou Mônica. 

Os companheiros da região de Embu das Artes apostam na mobilização para barrar estas reformas, que não atendem o interesse dos trabalhadores. “Não é justo com a gente que nenhuma destas reformas. Por isso acho que o Sindicato tem que continuar a fazer assembleias com estas para mostrarmos que não estamos de acordo”, avaliou um trabalhador da Albras. 

O presidente do Sindicato, Jorge Nazareno, também orientou os trabalhadores a pressionar os deputados e senadores a votarem contra as reformas. Para isso informou que tem disponibilizado no site e jornal do Sindicato os contatos dos parlamentares. “É preciso que todos os trabalhadores engrossem a luta contra as reformas. O governo tem 88% de apoio do Congresso Nacional. Por isso que precisa pressionar os deputados, os senadores”, explicou Jorge Nazareno. 

Ato – O mutirão de assembleias é organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. As manifestações dão sequência à série de protestos iniciada em 2 de fevereiro e que já ocorreram em Cotia, Vargem Grande Paulista, Jandira, Itapevi, Pirapora do Bom Jesus, Barueri, Santana do Parnaíba e Osasco. Nesta quinta-feira, 23, o ato chega às empresas de Taboão Serra.

Abaixo endereço das principais empresas onde acontecerão os atos: 

Cinpal 

Av. Paulo Ayres, 240, Vl Iasi, Taboão da Serra. 

Daisa 

Av. Helio Ossamu Daikuara, 1800, Jd. Vista Alegre, Taboão da Serra. 

Spall

Rua Vicente Leporace, 270, jardim São Judas Tadeu, Taboão da Serra.

 

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #17