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Pauta dos metalúrgicos já está com os patrões

Por Auris Sousa | 24 set 2019

Os metalúrgicos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo deram um grande passo nesta terça-feira, 24, na Campanha deste ano. Isto porque a pauta de reivindicações, aprovada no sábado, 21, já está nas mãos dos grupos patronais, como Fundição, Fiesp, Máquinas e Equipamentos. A entrega foi feita por representantes de 53 sindicatos filiados à Federação e representa que nos próximos dias as negociações serão iniciadas.

A luta é pela manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho. A pauta também reivindica reajuste salarial, barrar trabalho intermitente/terceirizado, plano de cargos e salários, igualdade de oportunidades para homens e mulheres, 40 horas semanais, entre outras.

“Vamos fortalecer a mobilização, intensificar a organização nas portas de fábricas, nas atividades do Sindicato, debater, esclarecer, discutir os nossos desafios e nossas estratégias de luta para defender e manter os nossos direitos”, enfatiza o secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan, que representou a entidade na entrega da pauta junto com os diretores Everaldo dos Santos, João Batista e Alex da Força.

Cláudio Magrão, secretário-geral da Federação, também aposta na organização da categoria para o sucesso desta campanha. “Eu creio na mobilização e na organização dos trabalhadores, tenho certeza absoluta que a categoria metalúrgica, em primeiro lugar, vai resguardar as cláusulas da convenção que é muito mais importante do que qualquer aumento de salário”, avalia.  

Magrão diz isso porque a Convenção Coletiva sempre beneficiou a categoria, porque tem cláusulas mais importantes do que a própria legislação trabalhista, e isso só se fortaleceu em 2017, quando a reforma trabalhista foi aprovada. Desde então, os metalúrgicos não baixaram a guarda, e tem impedido que os patrões usem a reforma para acabar com os direitos dos trabalhadores.

“As cláusulas sociais são tão importantes quanto a parte econômica. Por isso distribuímos 500 mil cartilhas em todo estado que mostram a importância das cláusulas sociais, que elas sobrepõem a legislação”, explica Eliseu Silva Costa, presidente da Federação. “Este governo quer tirar nossos direitos, quer tirar as garantias que conquistamos ao longo de muitos anos, e a nossa intenção é mantê-las, não tenho dúvida nenhuma que vamos mantê-las”, completa.

Defender a Convenção e manter os direitos é de extrema importância. Até porque, neste ano, o que está ruim pode ficar ainda pior. A Medida Provisória da Liberdade Econômica (MP 811), que flexibiliza ainda mais a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), está prestes a ser analisada pelo presidente. Logo, o contexto atual só reforça a disposição de luta que a categoria deverá ter para defender e manter seus direitos.

“Sabemos das dificuldades, mas temos certeza que a organização vai dar o tom desta negociação. Estamos muito mobilizados, a categoria está mobilizada, vamos buscar o que é nosso de direito. Vamos buscar a manutenção das conquistas da Convenção Coletiva e uma boa remuneração para os trabalhadores, com reajuste salarial e aumento real”, destaca Miguel Torres, presidente da Força Sindical.