Quarta, 22 Fev 2012
 
 

Dilma: América Latina não sacrifica soberania frente a pressão de grupos financeiros e agências de risco PDF Imprimir E-mail
Escrito por Agência Brasil   
Sex, 27 de Janeiro de 2012 09:18

Durante discurso no Fórum Social Temático (FST) 2012, na quinta-feira, 26, a presidenta Dilma Rousseff avaliou que a situação na América Latina é de redução da pobreza e da desigualdade social enquanto, em outras partes do mundo, o cenário é de estagnação, recessão e desemprego.

 

"Nossos países não sacrificam sua soberania frente à pressão de grupos financeiros e agências de classificação de risco", disse, ao reforçar que o aumento da desigualdade gera mais exclusão e a perda de direitos já conquistados.

Durante cerca de 20 minutos, Dilma lembrou que a crise atual abre caminho para o que chamou de perigosas ameaças, como o desemprego, a xenofobia e a paralisação das negociações para a redução do aquecimento global.

"Não é fácil produzir novas ideias e alternativas quando estamos dominados por preconceitos políticos e ideológicos. Nos anos 80 e 90, foram eles que impeliram os países da América Latina a um modelo conservador que levou nosso país à estagnação, aprofundando a pobreza, o desemprego e a exclusão social. Hoje, essas receitas fracassadas estão sendo propostas na Europa".

A presidenta ressaltou que o lugar que o Brasil ocupa atualmente no cenário internacional não é consequência de nenhum milagre econômico, mas resultado de um povo e de um governo que souberam optar por um outro caminho.

"O Brasil é hoje um outro país. Ninguém pode nos tirar isso. Somos hoje um país mais forte, mais desenvolvido e mais respeitado", concluiu.

Leia também:

Pessoas com deficiência podem pegar empréstimos de até R$ 30 mil

"A nova informalidade anda no sentido inverso aos direitos históricos dos trabalhadores"

Centrais sindicais e fiesp se unem contra desindustrialização