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8 de Março: Por Nenhum Direito a Menos

Por Auris Sousa | 10 mar 2017

As atividades do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, vão reforçar o caráter de luta desta data. Ainda mais num momento em que a pressão sobre os direitos dos trabalhadores recai de forma ainda mais perversa sobre as mulheres. Os projetos de reforma da Previdência e de reforma trabalhista pretendem precarizar o acesso a direitos fundamentais.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em 2015, as mulheres são 46,4% das pessoas com 14 anos ou mais que estão ocupadas. Entre as desocupadas, são 51,3%. Elas ganham, em média, 76,1% do salário de um homem, ao mesmo tempo que têm jornada 55,1 horas semanais (dentro e fora do local de atividade profissional), enquanto os homens, 50,5 horas. Entre os trabalhadores que se aposentam por idade, para receber um salário mínimo, elas são 44,1%, na cidade, e 96,1%, no campo.

A taxa de rotatividade é de 43,3% – o movimento de demitir e contratar feito pelas empresas, geralmente para pagar menos – pressionando homens e mulheres, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos).

Tudo isso é ignorado nos projetos de reforma do governo Temer. A reforma da Previdência, por exemplo, unifica nos mesmos 65 anos a idade de aposentadoria para homens e mulheres. Isso penaliza as mulheres, ao desconsiderar fatores como dupla jornada, rendimentos menores que aqueles obtidos pelos homens, entrada precoce no mercado de trabalho informal, entre outros.

Temos de enfrentar e derrotar todas essas ameaças. Para isso, precisamos conhece-las. Convocamos todas as companheiras a participar do nosso encontro Igualdade de Oportunidades: essa luta é nossa, que irá encerrar o Março Mulher, no dia 30 de março, na sede. Participe e traga as companheiras e companheiros da fábrica.

Claudia Reguellin, Creuza de Oliveira,

Etelvina Guimarães Gleides Sodre, Mônica Veloso

Diretoras do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região