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Sindicato acompanha delegação internacional contra amianto

Por Auris Sousa | 26 abr 2019

Uma delegação Internacional visitou Osasco nesta sexta-feira, 26, para acompanhar as ações da Semana de Proteção contra o Amianto na cidade. O Sindicato acompanhou o grupo que também conheceu o local onde será instalado um memorial às vítimas da fibra.

Fazem parte da delação os companheiros Sugio Furuya do Japão, Siti Kristina e Firman Budiawa da Indonesia, Raghunath Manavar da Índia e Laurie Kazan da Inglaterra, coordenadora do secretariado Internacional pelo Banimento do Amianto.

Delegação, diretores do Sindicato visitam local onde será instalado o monumento em memória das vítimas do amianto

O monumento é uma reivindicação do movimento sindical da região e da Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto). “Que tenhamos aqui este monumento e que todos possam reverenciar a memória daqueles que partiram e que nos deixaram com um enorme vazio, mas que a luta deles não foi em vão e que nós não deixaremos impune os responsáveis por esta situação criada, não só em Osasco, mas em diversos lugares do país e do mundo”, ressaltou Fernanda Gianasi, da Abrea.

O monumento será instalado no mesmo local em que, nos anos 1980 e 90, ficava a Eternit, fabricante de telhas que levava amianto em sua composição. Diversos trabalhadores adoeceram e/ou morreram em decorrência da aproximação com a fibra. Atualmente o amianto está proibido em diversos países, inclusive, no Brasil.

 “Aqui é uma das regiões mais movimentadas da cidade, fez parte da Eternit e é um local adequado para que estas vítimas possam ser lembradas todos os dias. Para que todos que passem aqui, vejam que alguém lutou pela construção econômica desta cidade, e que deu a sua vida por conta disso. Aqui amianto nunca mais”, destacou Elsa Oliveira, da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão.

Exportação do Amianto

A delegação internacional aproveitou a Semana para denunciar a exportação veroz da fibra brasileira para os países asiáticos. 

“Ao longo dos últimos anos, tivemos muita luta, muita batalha, com ganhos e avanços na nossa legislação com uma decisão do Supremo Tribunal Federal favorável ao banimento do amianto. Confesso que eu nem sabia que a exportação ainda é permitida, isso por si só é um crime: exportar amianto para fazer vítima em outros países”, disse o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno.

Nazareno também pediu apoio dos companheiros para que não haja retrocessos no Brasil. “Ao mesmo tempo que temos que apoiá-los para que seus países tenham decisões favoráveis pelo banimento do amianto, nós também precisamos de apoio para que não haja retrocesso em nosso país”, finalizou.