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Sindicato celebra os 50 anos da Greve de Osasco

Por Cristiane Alves | 19 jul 2018

Um ato na sede, na noite de segunda-feira, 16, marcou os 50 anos a Greve de Osasco, a greve que parou a Cobrasma, Lonaflex, Barreto Keller, Braseixos, Fósforos Granada e Brown Boveri, em 1968, e que marcou a resistência dos trabalhadores a ditadura militar.

Participaram também representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Contagem (MG) e de protagonistas da Greve de Contagem, que aconteceu em abril de 1968, três meses antes de Osasco. Enio Seabra, presidente da entidade na época marcou presença com toda sua disposição de luta pelos direitos dos trabalhadores. “Precisa voltar a ter convivência dos sindicatos com a população, porque é essa convivência que chama a população para dentro dos sindicatos”, alertou, após lembrar a relação que o sindicato de Contagem tinha com a comunidade e os trabalhadores à época da greve.

Também participaram autoridades, como a vereadora de Osasco Régia, o deputado estadual Marcos Martins (PT) e os deputados federais Valmir Prascidelli (PT) e Ivan Valente (PSOL). “Muitos passaram batido achando que as greves começaram em 1978, no ABC. É necessário referenciar 1968, a resistência começou lá, durante a ditadura”, lembrou Ivan Valente.

Protagonistas da Greve de Osasco, como Sônia Miranda e João Joaquim, também lembraram de momentos marcantes do movimento e da luta. Sônia, esposa de Joaquim Miranda (diretor do Sindicato na época) teve suas três filhas em meio a perseguição da ditadura ao seu marido. “Eu almodiçoava e almodiçoo a ditadura até hoje”, desabafou.

Já João Joaquim, que era secretário-geral do Sindicato em 1968, lembrou companheiros que já faleceram e fizeram a diferença no processo de organização da greve e na luta pela Democracia, como José Groff, José Ibrahin e Inácio Gurgel.

O cinquentenário das greves de Osasco e de Contagem também foi homenageado com uma sessão solene na Câmara dos Deputados, na terça-feira, 10.