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Sindicato fez parte de protesto que barrou o projeto “Escola Sem Partido” em Taboão da Serra

Por Auris Sousa | 05 jun 2019

Com cartazes e mordaças diretores se juntaram a outros militantes em ato contra o projeto “Escola sem Partido”

Em resposta a aprovação do projeto “Escola sem Partido” na Câmara dos Vereadores de Taboão da Serra, o Sindicato somou força na terça-feira, 4, com um grupo de professores, pais e alunos e protestou contra a decisão dos parlamentares em frente à Câmara. O resultado não poderia ter sido melhor: o prefeito da cidade vetou no mesmo dia o projeto também conhecido como lei da mordaça.

Defendido por alas mais conservadoras da sociedade, o projeto, em resumo, acabaria com os debates na escola sobre política, gênero, diversidade sexual, preconceito étnico-racial, tolerância às diferenças. Além de reduzir ou até mesmo acabar com o debate saudável em sala de aula, ele ainda poderia provocar perseguição e criminalização de profissionais de ensino.

“É importante deixar bem claro que não nos calaremos ou aceitaremos este retrocesso. Querem acabar com o senso crítico e o senso de reflexão dos alunos. A liberdade de expressão é um valor democrático que precisa ser protegido”, avalia o diretor Marcel que representou o Sindicato no ato.

Avaliação e proteção que são compartilhados pela diretora Gleides Sodré, também presente no ato: “A escola é e sempre deverá ser um espaço livre, onde as mais diferentes opiniões devem ser expressas. Impedir os alunos de viver isso é que seria uma espécie de doutrinação”.

Gleides também alerta que: “para muitas crianças e jovens, a escola é a única fonte de conhecimento sobre algumas temáticas. Alguns só descobrem, por exemplo, que são vítimas de exploração e/ou estupro, quando na escola tem discussão sobre estes assuntos”.

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