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Sindicatos da região vão engrossar greve nacional da educação

Por Auris Sousa | 13 maio 2019

O Sindicato, junto as demais entidades da região, vai engrossar a greve nacional da educação, marcada para acontecer na próxima quarta-feira, 15. Dirigentes sindicais de diversas categorias, representantes de movimentos sociais e estudantis resolveram se unir para fortalecer as mobilizações dos estudantes, professores e trabalhadores da educação.

Dirigentes da região decidiram participar da greve nacional da educação durante reunião nos comerciários

A decisão foi tomada em reunião que aconteceu no Sindicato dos Comerciários, em Osasco, na quarta-feira, 8, que reuniu representantes dos metalúrgicos, comerciários, bancários, professores, gráficos, entre outras categorias. A ação faz parte da articulação dos dirigentes sindicais da região para a greve geral, marcado para acontecer em 14 de julho.

Em Osasco, os professores, alunos e toda comunidade educacional, além de paralisar as aulas, articulam um ato no calçadão de Osasco que vai acontecer a partir das 12h. Logo após seguirão para São Paulo, para um grande ato   no vão livre do Masp. “Vai ser um grande esquenta para a greve geral”, enfatizou José Elias de Gois, presidente do Cissor (Conselho Intersindical de Seguridade Social de Osasco).

Na reunião, o grupo também aprovou a criação de um comitê para articular as ações do dia.

Mobilização das centrais para a greve geral

Centrais também colocam greve geral da educação na programação rumo a greve geral

O mesmo indicativo foi tirado pelas centrais sindicais, que se reuniram no dia 6 de maio em São Paulo. Além de participar da greve nacional da educação, vão orientar os sindicatos de todos os estados a mobilizarem os trabalhadores para a greve geral. Também incorporaram ao calendário de mobilizações a plenária do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de preparação para a greve geral, convocada para o próximo dia 18 de maio. A atividade é aberta a entidades sindicais e populares de todo o país e acontecerá na quadra do sindicato (Rua Serra do Japi, 31, Tatuapé), às 14 horas.

“Para o empresariado e o país, o que vai trazer a retomada do crescimento é a reforma tributária. Antes de mexer na Previdência, tem outras coisas a fazer. Essa reforma vai trazer mais desigualdade, não vai resolver o problema do desemprego, não vai trazer tranquilidade para os empresários”, diz Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

A expectativa é que os trabalhadores saíam vitoriosos desta greve geral. “A estratégia é parar o maior número de empresas, mas não construímos nada sem a participação efetiva dos trabalhadores. Pensando nisso, vamos chamar a categoria para decidir no dia 8 de junho o melhor formato que vamos seguir nas fábricas da região”, explica o secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan.

O formato e local da assembleia ainda serão definidos pela diretoria.

Saiba o motivo da Greve da Educação

Convocada por toda comunidade educacional, a paralisação é contra as medidas absurdas do governo, entre as quais a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) destacam:

  • Os sucessivos cortes nas políticas educacionais (ensino superior e educação básica) e a ameaça de acabar com a vinculação constitucional que assegura recursos para a educação (Fundeb e outras políticas);
  • O patrulhamento ideológico nas universidades e a ofensiva da Lei da Mordaça (Escola sem Partido ou de Partido Único?);
  • A perseguição ao pensamento crítico com enxugamento de verbas para os cursos de filosofia e sociologia nas universidades;
  • O viés privatista e sectário que fomenta as políticas de vouchers e a educação domiciliar;
  • A agressão à gestão democrática e à autonomia das escolas através da militarização escolar;
  • A revogação de inúmeros conselhos de acompanhamento social, impondo retrocessos à gestão democrática estatal;
  • O ataque à organização sindical (MP 873) com o objetivo de enfraquecer a luta social contra esses desmandos praticados em pouco mais de quatro meses.
  • A proposta de reforma da Previdência altamente prejudicial para os mais pobres e para o magistério e trabalhadores/as rurais;

 

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