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Unidade dos trabalhadores é caminho para vencer ataques a direitos

Por Cristiane Alves | 08 jun 2018

É a força da unidade e da organização dos trabalhadores junto ao Sindicato que vai nos fazer resistir e superar a atual conjuntura de ataques a direitos, os quais afetam todos os setores da vida dos trabalhadores, inclusive sua saúde e segurança. Esse foi o recado principal da discussão realizada no 39º Ciclo de Debates, na quinta-feira, 7, na sede.

“Nós precisamos começar a reagir contra a perda de direitos, fazer denúncia, cobrar politicamente. Vamos fazer greve geral, parar o país”, defendeu o advogado especialista em direito previdenciário, Antonio Rebouças.

Ele foi um dos palestrantes que passaram nas 39 edições do Ciclo presentes no debate deste ano, que também contou com a presença dos médicos e pesquisadores Koshiro Otani, Paulo Moura, Maria Maeno e Arline Arcuri, da Fundacentro, e Margarida Barreto. Além de Sérgio Gomes, jornalista da Oboré, e de Mirela Mansi, do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador).

Otani foi um dos que destacaram os prejuízos da reforma trabalhista, que faz com que o Brasil volte a um tempo em que não havia garantias. “O Brasil voltou ao século XIX com essa questão da [prevalência] do negociado sobre o legislado”, afirmou.

Margarida Barreto acrescentou que as condições precárias de trabalho geram maior pressão, estresse e ansiedade no trabalhador, por medo de perder o emprego. Isso leva ao isolamento e a depressão. “Imagina o quanto difícil este trabalhador ter a sua doença reconhecida. Está mais do que na hora de a gente dar as mãos e mudar, mudar o ambiente de trabalho e o país que a gente vive.

Outra preocupação são as novas tecnologias, que aumentam a intensidade e o tempo dedicados ao trabalho. “Todo mundo acha maravilhoso o celular, mas é o celular que vai propiciar o trabalho intermitente, comprometer as férias”, alertou Arline, que propôs ao Sindicato um debate sobre a indústria 4.0.

Avaliações que vão contribuir com a ação do nosso Sindicato. “Essas referências vão ajudar o Sindicato a encontrar um novo rumo para discutir com a categoria”, avaliou o diretor Carlos Clemente.

História de luta – Com auditório repleto de trabalhadores de diferentes fábricas e também de ativistas da luta pela saúde e segurança, o Ciclo deste ano foi um momento de reforçar o valor da luta. Para isso, o Sindicato organizou uma exposição com reportagens, documentos e fotografias que contam a nossa história de luta pela saúde e segurança. “É uma história de luta contra o desleixo de empresários com o funcionário”, avaliou Antonio Geraldo Bonifácio, ex-metalúrgico da Delphi.

História que resultou em cláusulas fundamentais da nossa convenção coletiva – como a que garante estabilidade para vítimas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais – lutas contra o mercúrio e o amianto, melhoria nas condições de trabalho nas metalúrgicas.