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Gilberto Almazan
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Precarização do trabalho e racismo matam

Por Gilberto Almazan - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 08 fev 2022

O assassinato do imigrante congolês Moise Kabagambe, em 24 de janeiro, está inserido em um contexto de racismo estrutural e precarização do trabalho. O jovem, de apenas 24 anos, foi espancado até a morte por um grupo de homens, depois de cobrar dois dias de trabalho num quiosque, localizado na praia da Barra, no Rio de Janeiro.

Segundo informações divulgadas pela grande imprensa, todos no quiosque trabalhavam como “comissionados” na praia. Eles ofereciam bebidas,petiscos e recebiam apenas uma comissão sobre aquilo que conseguiam vender. No entanto, a morte de Moise mostra que, mesmo pouco, o receber não era tão simples assim.

O caso, que ganhou repercussão nacional e internacional, é um triste e cruel exemplo das consequências do racismo estrutural e do trabalho precário, que, na maioria das vezes, é ocupado pela mão de obra negra. Trata-se de uma discriminação histórica que se estende aos imigrantes e refugiados.

As mudanças na legislação trabalhista, com a reforma de 2017, e a redução de verbas para fiscalização de condições de trabalho deixaram os trabalhadores largados a própria sorte. E penalizam ainda mais aqueles que fazem parte das minorias, como negros, mulheres, povos indígenas, deficientes, homossexuais, travestis e transgêneros.

Basta de racismo. Quando ele não mata, ele explora. Vamos juntos, unir as nossas forças pela revisão da reforma trabalhista, que contribuiu ainda mais para deixar um grupo de trabalhadores a mercê da própria sorte. Justiça para Moise e reparação para toda classe trabalhadora, já!

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